Recompensar seu trabalho duro comprando alguma coisa para se presentear pode proporcionar uma sensação muito boa e gratificante. Desde um carro novo, uma roupa da moda, ou até mesmo um sapato bonitoe confortável, a aquisição de  “coisas” pode mesmo trazer felicidade. Mas cientistas comprovaram: essa sensação tem prazo, e ele é curto.

Um estudo realizado pelo Dr. Thomas Gilovich, professor de Psicologia da Universidade de Cornell, chegou a um resultado depois de quase duas décadas de trabalho: é melhor investir seu dinheiro em experiências, não com “coisas”! Isso porque a felicidade que você sente quando compra um objeto passa muito mais rápido do que quando seu dinheiro é investido em viver uma experiência.

Gilovich afirmou que todos compram coisas para serem felizes, para terem sucesso. Mas essa sensação é temporária. Novos objetos são excitantes apenas no início, mas depois é normal que você se adapte a eles. A sugestão do psicólogo é que, ao invés de investir no celular mais moderno do mercado ou no melhor carro, você pense em usar seu dinheiro em programas e atividades para ter mais felicidade.

O médico, que estuda o comportamento humano desde o início dos anos 1990, é um dos maiores especialistas do mundo no que diz respeito à análise do comportamento dos consumidores. Ele estuda como as pessoas empregam seu dinheiro e o efeito de suas escolhas. No estudo realizado mais recentemente, sua conclusão foi que as pessoas são mais felizes quando investem seu dinheiro em jantares, passeios, viagens de férias, espetáculos e exposições. Experiências que podem realmente mudá-las e acrescentar em suas vidas alguma sensação e vivência que antes elas não tinham. Isso porque as experiências podem sempre ser relembradas, revividas e compartilhadas, expandindo a percepção de prazer.

A conclusão da pesquisa de Gilovich é interessante e, em certos casos, econômica. Investir em experiências que vão te dar uma felicidade duradora, não precisam necessariamente de muito dinheiro. É possível ter essa sensação também com atividades mais cotidianas, como reunir a família para ir ao cinema ou convidar os amigos para um piquenique.