Inflação

Não raras vezes, a mídia divulga que o Brasil é um país que tem um histórico de inflação elevada.

Tecnicamente, em Economia, inflação designa a redução do poder de compra do dinheiro. Popularmente, este conceito é ampliado para designar o aumento geral dos preços.

A inflação corrói o valor dos salários, por exemplo, mas também a rentabilidade dos investimentos, razão pela qual o ganho real (acima da inflação) é sempre um objetivo a ser perseguida pelos gestores de aplicações financeiras.

Inflação é, em geral, o resultado da existência de mais quantidade de dinheiro em circulação no mercado. Isto tanto pode ocorrer por conta de uma demanda por produtos e serviços no mercado maior do que a respectiva oferta (denominada inflação de demanda), ou mesmo pelo lado da oferta, quando ocorre aumento dos custos de produção de bens e serviços, o que levaria a uma retração da produção tornando a oferta de produtos e serviços menor do que a respectiva demanda.

Quando ocorre redução geral dos preços na economia, diz-se que há deflação, que é o inverso da inflação e, talvez, mais danosa para a economia do que esta.

A chamada “estabilidade de preços” ocorre quando a inflação medida ao ano alcança patamares baixos (que, para avaliação, variam de país para país), não necessariamente iguais a zero.

A inflação no Brasil é medida por diferentes índices de preços, que medem a variação no tempo dos preços de uma determinada cesta de produtos e serviços. O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor, aplicado a famílias de baixa renda (aquelas que tenham renda de um a seis salários mínimos) e o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, aplicado para famílias que recebem um montante de até quarenta salários mínimos, são calculados pelo IBGE – Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Além destes, há uma série de outros, como o IGP – Índice Geral de Preços, IPA – Índice de Preços no Atacado, INCC – Índice Nacional do Custo da Construção, calculados pela Fundação Getúlio Vargas.

O governo brasileiro utiliza, desde 1999, o sistema de metas de inflação, que determina projeções mínima e máxima para a variação do índice de preços no ano e, no dia a dia, utiliza seus instrumentos de política monetária (taxa de juros, principalmente) para manter a inflação “dentro da meta”.